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Duelo desigual

por Henrique Monteiro, em 07.01.15

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Não obstante a tragédia e o terror que nasce da intolerância, é reconfortante saber que o humor é uma arma profundamente eficaz contra aqueles que a promovem.  Ele persistirá triunfante muito para além do todos os males que nos tolhem a liberdade. Não há força que o elimine nem doutrina que o amordace. É uma luta sem vitória.

 

Para os colegas que sucumbiram no exercício desse bem precioso a certeza de que o lápis continuará afiado e o papel continuará branco e apetecível.

 

Henrique Monteiro

 

 

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50 comentários

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De José a 11.01.2015 às 16:32

Pagãos sem educação? Apesar de existirem algumas obras interessantes por parte de autores cristãos na Antiguidade Tardia, é mais que evidente que os autores pagãos, muitos deles citados pelos cristãos posteriores, tinham muito mais qualidade.
Aliás, o termo pagão é um termo recente que começa a ser vulgarizado quando o cristianismo se tinha difundido na população maioritariamente pobre das cidades e junto de algumas famílias de bispos. De resto, os não-cristãos, tinham-se refugiado no campo (em latim, pagus).
Esses não-cristãos eram as famílias ricas e educadas de senadores do Império Romano, que não se tinham tornado bispos num estratagema criado por Constantino para escaparem aos impostos (as elites estavam responsabilizados pela cobrança de impostos, exceto aqueles que se tornassem bispos das suas cidades).
Aliás, são esses cristãos que se "contrapõem aos labregos e pagãos sem educação" que destroem complexos "pagãos" como a Biblioteca de Alexandria, bem como outras infraestruturas de conhecimento. Aliás, mesmo a preservação de obras de autores clássicos (Aristóteles, Platão, Cícero...) é feita através do mundo islâmico, chegando à Europa através de Toledo (muçulmana) e sul de Itália (muçulmano).
Tem a certeza que não quer reformular essa afirmação sobre o paganismo? É que os autores cristãos afirmam-se no momento de declínio e queda do Império Romano. Aliás, recomendo-lhe mesmo que leia aquela obra do Edward Gibbon que se chama "History of the Decline and Fall of the Roman Empire", bem como outra obra que ele tem sobre o cristianismo e a queda do Império Romano. Fazia-lhe bem, para não ter uma visão tão preto e branco da História...
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De Rui Martins a 11.01.2015 às 17:55

Sim...o livro que você leu e de onde extraiu toda essa informação...meu caro também já o li e é muito básico e limitado.

Tomé no seu Evangelho ( Gnóstico / Apócrifo) Gnóstico / Gnose / Conhecimento, na citação 2, diz o seguinte
" Aquele que procura, não cesse de procurar até quando encontrar, e quando encontrar ficará perturbado; e ao perturbar-se, ficará maravilhado e reinará sobre o Todo".

Isto é aplicável inclusive ao conhecimento intelectual.

E de referir que o termo pagão, era já utilizado pelos Judeus, antes mesmo do aparecimento do movimento Cristão, ou melhor Judaico-Cristão.

Para si deixo-lhe com um nome Jacob Slavenburg.

De resto fique com a seu Pseudo - conhecimento intelectual, que eu fico com o meu.


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De José a 14.01.2015 às 16:13

Leu mesmo o livro? É que chamar de "ultrapassado" ao Gibbons, seria verdadeiro, agora "básico e limitado", cheira-me a resumo... Que aliás é o que se vende nas livrarias, visto que a obra completa não é publicada há já bastante tempo, nem em inglês, nem em português.
Não, não extraí esta informação toda desse livro (nem por lá perto). Mas se calhar quer que refira outro livrinho, esse muito menos interessante, um bocadinho efabulístico, mas certamente já mais do seu agrado, visto que não critica os cristãos, chama-se "Decadência Romana ou Antiguidade Tardia?" do Marrou. Mas aquilo não é comprovado pelas evidências arqueológicas, como demonstrou o Ward-Perkins...
Também é interessante constatar que são os labregos dos pagãos que desenvolvem áreas como o direito, a matemática, a geografia, a história, a filosofia... Resumindo, foram os labregos que desenvolveram tudo o que permitiu a sociedade moderna e depois a contemporânea. Mais engraçado ainda, foram os labregos que criaram o império que depois os cristãos, quando ele estava a cair, disseram que era o fim do mundo se caísse (vede S. Jerónimo e St. Agostinho, embora este último a tentar apaziguar os ânimos).
E já agora, se os judeus já usavam esse termo antes, então eles não eram linguisticamente muito inteligentes, é que chamar de campónios às elites urbanas do império... Eu realmente compreendo por que motivo de vez em quando havia uma ou outra perseguição aos judeus (e aos cristãos), a ofender assim a autoridade... Para essa afirmação quero provas. Vai-me desculpar mas em muitos anos de carreira nesta área nunca ouvi falar dessa, pelo menos entre os autores aceites geralmente...

PS: Passei ao lado do interesse da citação.
PPS: Se realemente leu a obra completa do Gibbons, peço-lhe perdão e ainda gostava que me informasse onde é possível comprá-la.

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